quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

           Identificadas proteínas que tornam o zika letal


Um estudo de pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, identificou, pela primeira vez, sete proteínas responsáveis por deixar o vírus zika tão letal. Pouco conhecido da ciência até o fim de 2015, esse micro-organismo mostrou um potencial extremamente agressivo, causando uma série de problemas, desde defeitos congênitos a transtornos neurológicos. Contudo, até agora, não se sabia como os genes do patógeno provocam essas alterações.
“O mecanismo desse vírus tem sido um verdadeiro mistério”, admite o principal pesquisador, Richard Zhao, professor de patologia da instituição. “Os resultados nos dão informações cruciais sobre a forma como o zika afeta as células. Agora, temos algumas pistas realmente valorosas para pesquisas futuras”, diz Zhao, que publicou o resultado do trabalho na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, a Pnas.
Para testar o vírus, Zhao utilizou uma espécie chamada levedura de fissão (Schizosaccharomyces pombe), particularmente utilizada para fabricar cervejas na África, onde ela se origina. Ao longo das décadas, a levedura tem sido usada para o estudo de mecanismos e comportamentos celulares. Zhao é um pioneiro na utilização desse modelo para estudar HIV e, por isso, está bastante familiarizado com ele. “Com o zika, estamos correndo contra o tempo. Então, perguntei para mim mesmo o que eu poderia fazer para ajudar. Tenho essa forma muito particular de dissecar o genoma. Por isso, comecei essa nova pesquisa”, explica.
No primeiro experimento, o pesquisador separou cada uma das 14 proteínas e pequenos peptídeos do vírus. Então, Zhao expôs as células da levedura de fissão a cada um desses genes para ver como elas responderiam. Sete das 14 foram danificadas de alguma forma — pararam de crescer, apresentaram alterações ou morreram.
Zhao continua a trabalhar com o vírus. O próximo passo é entender melhor como essas sete proteínas funcionam em células humanas. Pode ser que algumas sejam mais perigosas que outras, ou, talvez, elas ajam em conjunto para afetar os tecidos. O pesquisador diz que, nesse momento, investiga como o vírus interage com células de ratos e humanos, para dar seguimento ao estudo.
Fonte: Correio Braziliense


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

                MS lança guia sobre febre de chikungunya.

Está disponível no site do Ministério da Saúde a publicação Febre de Chikungunya: Manejo Clínico. O material, que foi elaborado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) encontra-se de acordo com todos os protocolos internacionais existentes, é direcionado aos profissionais de saúde que atuam com atendimento clínico, com intuito de dar orientações que auxiliem no diagnóstico precoce e no manejo adequado da doença.
De acordo com Giovanini Evelim Coelho, coordenador-geral do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, a ideia é que o material sirva como guia para os profissionais médicos. “A febre de chikungunya é uma doença nova para a maioria dos profissionais de saúde do país. Então é fundamental que se tenha uma publicação detalhada com a conduta a ser adotada, sobre as medicações que precisam ser ministradas aos pacientes. Por isso, esse material, que foi ricamente discutido com especialistas, servirá de referência técnica para aumentar a segurança na conduta clínica dos pacientes infectados”, explica.
Os sintomas da dengue e da febre chikungunya são muito parecidos e, segundo Coelho, coordenador-geral do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, chegar ao diagnóstico correto é o principal desafio dos profissionais médicos. A doença pode evoluir em três fases, conhecidas como aguda, subaguda e crônica. É importante lembrar que o manejo clínico é diferenciado de acordo com cada fase.
A febre de chikungunya é causada por vírus do gênero Alphavirus e é transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo as fêmeas do Aedes aegipty e Aedes albopictus os principais vetores. Os sintomas que se apresentam são febre alta, dor muscular e nas articulações, cefaleia e exantema (erupção cutânea); os sinais costumam durar de três a 10 dias. Segundo informações da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), a letalidade da chikungunya é rara, sendo menos frequente que nos casos de dengue.
Fase aguda ou febril – Esta fase é caracterizada por febre súbita e intensa poliartralgia, acompanhadas de dores nas costas, dores de cabeça e fadiga, com duração média de sete dias. Consulte outros sintomas no guia.
Fase subaguda – Alguns pacientes evoluem com persistência das dores articulares após a fase aguda e entram na fase subaguda, que pode durar até três meses.
Fase crônica – Se os sintomas da fase subaguda persistirem, o paciente atinge a fase crônica, que pode durar até três anos. Coelho lembra que apenas um pequeno percentual (em torno de 1%) das pessoas com a doença desenvolve a forma crônica. “São pacientes que existem cuidados de fisioterapia, de reabilitação. É mais raro, mas é um percentual importante.”
Até o momento, não existe tratamento antiviral específico para a doença. A terapia utilizada é de suporte sintomático, hidratação e repouso. “O chikungunya causa uma dor articular muito intensa, então existe uma indicação de alguns medicamentos, como antinflamatórios, que no caso da dengue não se indicam”, afirma o coordenador. O especialista lembra que quem se infecta com o vírus fica imune a ele.
É importante lembrar que, embora a febre de chikungunya não seja uma doença de alta letalidade, ela tem caráter epidêmico com elevada taxa de morbidade associada à artralgia persistente, tendo como consequência a redução da produtividade e da qualidade de vida. “Os óbitos que acontecem geralmente estão associados a pessoas que tem alguma doença de base. Estão em grupos de risco pessoas idosas, que muitas vezes têm doenças crônicas como diabetes, hipertensão e artrite”. Os neonatos também merecem atenção, pois há possibilidade de transmissão vertical. Durante o parto, mães infectadas podem transmitir o vírus ao bebê, o que pode causar uma infecção neonatal grave. A transmissão por via transfusional também pode ocorrer, mas são casos mais raros, se observados os protocolos.
Como prevenção, os profissionais médicos também devem alertar os pacientes sobre as medidas que podem ser adotadas para evitar a disseminação do vírus. “As orientações de prevenção são exatamente as mesmas em relação à dengue. Manutenção do ambiente doméstico protegido da infestação, ou seja, todo ou qualquer depósito que possa vir a acumular água tem que ser protegido ou eliminado”, lembra. Outra dica importante, segundo Coelho: “Para o paciente que está com suspeita de chikungunya a recomendação é de que ele fique protegido por um mosquiteiro. Isso ajuda a evitar a propagação da transmissão do vírus”.
Mais sobre o vírus - O vírus CHIKV foi isolado pela primeira em 1952, na Tanzânia. Desde então existem relatos de surtos em vários pontos do globo. Houve, em outubro de 2013, o início de uma grande epidemia em algumas ilhas caribenhas. Em locais afetados recentemente, há epidemias com altas taxas de ataque, variando de 38% a 63%.
 Fonte : Portal da Saúde.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Jejum de 12 horas deixa de ser necessário para exames do perfil lipídico !


A determinação é do Consenso Brasileiro para a Normatização da Determinação Laboratorial do Perfil Lipídico. O documento foi distribuído aos laboratórios clínicos no início deste mês e os laboratórios já podem aderir às recomendações.

As pessoas não precisam mais se submeter a um jejum de 12 horas para fazer exames do perfil lipídico: Colesterol Total (CT), LDLC, HDLC, nãoHDLC e Triglicérides (TG). Agora, o médico é quem deve avaliar os casos em que ainda pode ser necessário o jejum prolongado para esses exames. A determinação é do Consenso Brasileiro para a Normatização da Determinação Laboratorial do Perfil Lipídico.

O documento foi distribuído aos laboratórios clínicos no início deste mês e os laboratórios já podem aderir às recomendações. Ele foi elaborado em conjunto 
pelas Sociedades Brasileiras: Cardiologia/Departamento de Aterosclerose (SBC/DA), Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), Análises Clínicas (SBAC), Diabetes (SBD) e Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

O farmacêutico bioquímico Fábio Cicalise de Souza, que também é professor do curso de Biomedicina da Faculdade Estácio, explicou que às 12 horas de jejum foi padronizada, anteriormente, porque esse é o tempo necessário que o metabolismo leva para ficar em estado basal (com energia necessária para manter as funções vitais do organismo) e os valores de referência que o laboratório liberava para o médico era para pacientes com esse tempo de jejum.

“Mas a gente sabia há anos que muitos exames de laboratório não sofreriam influência se fossem feitos ou não em jejum. Agora, as entidades resolveram abolir o jejum para a maioria dos exames. Os únicos que ainda precisam de jejum, mas ao menos de 8 horas e não mais de 12 horas, são de Glicemia e de Triglicérides – este último quando o médico avaliar que deve. Eles precisam ser feitos com o metabolismo basal, pois os valores mudam após a refeição”, destacou Fábio Cicalise.

O patologista clínico Rafael Jácomo, diretor técnico do Laboratório Sabin, observou que há ajustes a serem feitos nos valores de referência para amostras de triglicerídeos colhidas fora de jejum. Os demais componentes do perfil lipídico, como LDL, colesterol total e HDL não apresentam variação significativa no estado pós-prandial. “De resto, o diagnóstico dependerá, como de habitual, da interpretação por parte do médico dos resultados e da avaliação clínica”, disse.

Ele destacou que alguns países já adotaram esta flexibilização, mas vários outros ainda mantêm a necessidade de jejum. “É importante notar que um dos motivos de se poder tomar esta medida é o fato de os equipamentos laboratoriais terem passado a ser capazes de compensar as interferências que eram observadas antigamente em amostras pós-prandiais”, ressaltou.    
     
Benefícios
A flexibilização do jejum para exames do perfil lipídico traz inúmeras vantagens para os pacientes, de acordo com o patologista clínico Rafael Jácomo, diretor técnico do Laboratório Sabin.

Conforme ele, o paciente pode organizar-se para colher seus exames no horário que lhe for mais conveniente e também evitar horário de pico no laboratório, além de permitir que já faça a coleta do sangue após a consulta médica. “Além disso, diminui-se o risco de hipoglicemia em pacientes diabéticos e também em populações críticas como idosos e crianças”, apontou.

Para os laboratórios, teoricamente, ele destaca que a medida permitirá que exista um fluxo de pacientes mais distribuídos durante o dia e diminuindo filas. “Vale ressaltar que há exames, como a glicemia, que devem ser feitos em jejum, mantendo-se a regra anterior”.  

Jácomo disse que agora os laboratórios terão que adequar-se a colher as amostras durante o dia inteiro, além de terem que atualizar os valores de referência. Devem, ainda, ter cuidado com amostras pós prandiais com valores de triglicerídeos acima de 440 mg/dl, quando deverá ser sugerido ao médico que peça novo exame em jejum.

Quanto aos pacientes, o importante é que sigam a orientação de seus médicos. “Se o médico assistente solicita que o exame seja colhido em jejum, esta avaliação deve ser priorizada e respeitada, independente da flexibilização atual”, ressaltou ele.

Orientação
De acordo com o Consenso Brasileiro para a Normatização da Determinação Laboratorial do Perfil Lipídico, o médico é quem deverá avaliar os casos em que ainda pode ser necessário o jejum prolongado para esses exames, como, por exemplo, quando o paciente apresenta concentração de triglicérides acima de 440 mg/dL, fora do estado de jejum, sendo considerado como referência o nível desejável até 175 mg/dL.

Sem interferência
O Consenso coloca em evidência as motivações para a não obrigatoriedade do jejum na maioria dos casos. Dentre elas, está a constatação de que, graças ao avanço das metodologias diagnósticas, o consumo de alimentos antes da realização desses exames – desde que habituais e sem sobrecarga de gordura , causa baixa ou nenhuma interferência na análise do perfil lipídico. Os especialistas afirmam que as dosagens realizadas após as refeições habituais são mais práticas e seguras em algumas situações.
Não precisa de jejum

Existem mais de 1,8 mil exames sanguíneos, apenas os de Triglicérides, quando necessário, e Glicemia precisam ser feitos em jejum, conforme o farmacêutico bioquímico Fábio Cicalise de Souza, logo, não era necessário jejum de 12 horas para os demais exames.

Ele destacou que um estudo da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, junto a pesquisadores dos Estados Unidos e do Canadá, mostrou que não é necessário jejuar para exames de sangue destinados a verificar níveis de colesterol no organismo. Os pesquisadores observaram que não estar em jejum para esses testes não provoca alterações significativas nos resultados.
 
Fonte: Jornal A.crítica.


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Vírus da zika pode sobreviver horas fora de organismo, diz estudo.


Estudo mostra que vírus pode ser transmitido por contato direto com o vírus.
Ainda não há registros de casos de contágio pelo ambiente, diz pesquisa.

Um estudo divulgado nesta terça-feira (15) nos Estados Unidos mostra que o vírus da zika pode sobreviver por até oito horas fora do organismo. Apresentado na tarde desta terça na cidade de Denver, na reunião anual da Associação Americana de Ciências Farmacêuticas (AAPS, na sigla em inglês), o estudo mostrou que o vírus consegue se mantiver vivo e "altamente contagioso" sobre superfícies duras e não porosas, e ser transmitido por meio de seringas contaminadas ou em contato direto com feridas na pele.
Porém, o estudo, liderado pelo pesquisador Steve Zhou, diretor de virologia e biologia molecular nos Laboratórios Microbac, em Pittsburgh, mostrou ainda que os desinfetantes mais comuns são "extremamente eficazes" para matar o vírus. De acordo com a AAPS, não existem registros até agora de casos de infecção do vírus pelo ambiente, mas existe um caso documentado de infecção dentro de laboratório.
Os meios mais comuns de transmissão do vírus são por meio de uma picada de um inseto infectado, ou pelo contato direto com uma pessoa infectada.
"O zika pode sobreviver a superfícies duras e não porosas por até oito horas, possivelmente por mais tempo se o ambiente contém sangue, o que é mais provável de ocorrer no mundo real", afirmou Zhou, segundo um comunicado divulgado pela AAPS.
"A boa notícia é que descobrimos que desinfetantes como o álcool isopropílico e o amônio quaternário são geralmente eficazes em matar o vírus nesse tipo de ambiente, e podem fazer isso em até 15 segundos", continuou ele.
A maior parte dos casos de contágio do vírus acontece por meio da picada do mosquito Aedes aegypti ou por meio de relação sexual. De acordo com a AAPS, as descobertas do estudo apresentado nesta terça-feira podem ajudar a desenhar medidas de controle da infecção tanto para a população quanto para os profissionais de saúde que atendem os casos ou atuam na pesquisa em laboratórios.
O próximo passo, segundo o pesquisador, é testar os índices de resistência do vírus em superfícies não porosas no calor, e quais são as melhores formas de eliminar o vírus.
Fonte: G1. Globo.



sábado, 12 de novembro de 2016

     Os perigos de tomar Nimesulida !!!

Temos o costume de tomar medicamentos sem consultar um médico. Talvez esse costume seja porque o atendimento médico nem sempre é eficiente.
Conto um exemplo próprio: dores de cabeça constantes e a receita médica é ministrar um anti térmico. É por estas e outras que o povo tem o hábito de tomar medicamentos por conta.
No meu caso, o médico deveria solicitar alguns exames para saber o motivo real da dor de cabeça, mas ainda brincou dizendo que isso é normal para uma grande parte dos brasileiros e nos deixa meio desconfiados, mas são médicos e aceitamos o que dizem.
De qualquer forma, a recomendação sempre é de que não tome qualquer medicamento sem antes consultar um médico.
Em alguns países, como Holanda, Canadá, Suécia, Finlândia, Irlanda, Japão, Estados Unidos, Espanha, Dinamarca e Bélgica já proibiram a comercialização deste medicamento pelos efeitos colaterais, principalmente atacando o fígado, isso comprovado em vários paciente que foram transplantados e os mesmos tinham contaminação pelo medicamento.
Por isso, a recomendação é para que se evite tomar, substituindo por outro produto, porque mesmo não tendo problemas hepáticos, o doente pode vir a desenvolver por ação do ataque do medicamento ao fígado.
O alerta dado ainda em 2007 pela The International Society of Drug Bulletins (ISDB) para que os países da União Europeia retirem do mercado este fármaco, valendo também para outros países.

Outros efeitos colaterais que podem ocorrer tomando a Nimesulida !!

  • Urticárias
  • Coceiras
  • Provocar náuseas
  • Dor constante de estômago
  • Perda do apetite muito rapidamente
  • Urina muito escura
  • Icterícia
  • Diarreia
  • Dor de cabeça com frequência quando está tomando o medicamento
  • Apresentar sonolência
  • Sentir tontura
  • Sentir muito frio com diminuição da temperatura do corpo
  • Começar a urinar bem menos
  • Sintomas de falta de ar ou asma
  • Podem aparecer reações alérgicas.
  • Foram relatados casos isolados de Síndrome de Stevens-Johnson e de hepatite aguda fulminante.

Nimesulida é geralmente recomendado para estes tratamentos!!!

  • Dores de dentes
  • Dores do ouvido
  • Dores menstruais ou cólicas
  • Dores de aguda de garganta
  • Tratamento da osteoartrose
  • Tratamento de mialgia, miostite e lombaciatalgia
  • Dores pós-operatórios
  • Aliviar a febre
  • Tratamento de gripes e resfriados
  • A nimesulida apresenta propriedades analgésicas, antiinflamatórias e antipiréticas.

A Nimesulida é contra indicada nestes casos.

  • Crianças com idade inferior a 12 anos
  • No terceiro trimestre da gravidez
  • Durante o aleitamento
  • Em doentes com insuficiência hepática
  • Em doentes com história de reações de hepatotoxicidade à nimesulida

ATENÇÃO  !!! Pacientes que fazem tratamentos com Nimesulida.

  • Devem interromper o tratamento imediatamente quem tem doenças com sintomas hepáticas ou quando ministrado a Nimesulida, apresentem alterações na função do fígado, como dores ou outros efeitos comprovados pelo médico.

Nomes comerciais da Nimesulida que estão no mercado brasileiro

  • Scaflam (Mantecorp)
  • Mesalgin (TKS)
  • Nisulid (Ache)
  • Optaflan (Gallia) e
  • Nimesilam (EMS)
  • Nimesulida 100mg generico
Nimesulida é um medicamento anti-inflamatório não esteroide pertencente à classe das sulfonanilidas, com efeito anti-inflamatório, antipirético e analgésico.

Em Portugal é encontrado com estes nomes

  • Nimed
  • Nimelit
  • Aulin
  • Donulide
  • Nimesulida Jabasulide
  • Nimesulida Labesfal
  • E tem outros nomes que não constam aqui na lista
Fórmula do medicamento Nimesulida:
O nome químico do composto, 4-nitro-2-fenoxi-metanosulfonanilida, serviu de base para o nome genérico do fármaco, isto é, nimesulida. Em 1980 foi licenciada pela companhia de saúde suíça, Helsinn Healthcare SA, que continuou a investir em investigações intensivas no fármaco.

Fonte :ASNOVIDADES.COM.BR

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Pesquisa de vacina contra zika vírus será acelerado
Laboratórios assinaram acordo de colaboração para desenvolvimento de vacina até 2020

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a farmacêutica francesa Sanofi e o Walter Reed Army Institute of Research, dos Estados Unidos, assinaram, nesta quinta-feira (27), um acordo sobre princípios de colaboração para acelerar o desenvolvimento e o registro de uma vacina contra o zika vírus. “A ideia é juntar esforços”, destacou o vice-diretor de Desenvolvimento Tecnológico da Bio-Manguinhos/Fiocruz, Marcos Freire.
Em entrevista à Agência Brasil, Freire explicou que a vacina em questão utiliza o vírus inativado – como acontece, por exemplo, na dose injetável administrada em crianças contra a poliomielite. Uma forma de se referir ao vírus inativado, segundo Freire, seria chamá-lo de vírus morto ou incapaz de causar infecção. “É uma vacina que tem uma segurança maior. Uma grávida que tomar essa vacina, por exemplo, não teria risco”, explicou.
O acordo, segundo o especialista, define princípios para a colaboração entre as instituições. Ainda será necessário um acordo mais detalhado, que inclua questões de maior embasamento legal. “Estamos discutindo uma parceria para juntar esforços e desenvolver uma vacina inativada contra o zika. Esse acordo visa à união desses três institutos para que, juntos, utilizando todas as nossas expertises, possamos chegar a uma vacina.”
Freire não deu prazos para a conclusão da pesquisa e disse apenas que o esforço é para se chegar o mais rápido possível à fase de testes clínicos – quando a vacina é utilizada em voluntários. “É difícil dizer. Considerando que tudo corra maravilhosamente bem e muito rápido, ainda assim é difícil prever quando teremos uma vacina registrada. Se a gente conseguir chegar à fase 1 em 2017, à fase 2 em 2018 e iniciar a fase 3 em 2019, acredito que 2019 ou 2020 seriam nosso melhor cenário para ter uma vacina no mercado.”
Emergência
Em fevereiro deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência em saúde pública diante do aumento de casos de microcefalia e outras desordens do sistema nervoso central relacionado à infecção pelo vírus. Desde 2015, pelo menos 67 países – incluindo o Brasil – registraram casos de infecção local pelo vírus.
A entidade contabiliza, até o momento, mais de 60 parceiros e em torno de 25 iniciativas voltadas para o desenvolvimento de uma vacina que seja capaz de conter a epidemia de zika e, consequentemente, o aumento de casos de microcefalia no mundo.
Fonte: Portal Brasil


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

        ZIKA atinge placenta em qualquer fase da gestação!

A relação entre as más-formações congênitas e a infecção pelo vírus zika em gestantes foi reforçada por um estudo desenvolvido pelo Instituto Carlos Chagas (ICC / Fiocruz Paraná) em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). O trabalho analisou amostras recebidas pelo Laboratório Sentinela da Fiocruz Paraná para o diagnóstico de zika, das regiões Nordeste e Sul do país, de placentas de mulheres grávidas infectadas em diferentes fases de gestação e de tecidos de cérebros de bebês que morreram em menos de 24 horas após o nascimento. Os resultados mostram que o vírus infectou a placenta em todos os casos e que este tecido é um alvo preferencial, no caso das gestantes, assim como os tecidos dos cérebros, no caso dos bebês.
“Evidenciamos que o vírus chega à placenta em qualquer fase da gestação. Além da análise de tecidos da placenta de grávidas que relataram sintomas da infecção por zika no primeiro trimestre de gravidez – uma que sofreu aborto retido e outras duas que tiveram bebês com má-formação e que morreram algumas horas após o parto –, investigamos o caso de uma gestante que teve diagnóstico confirmado pela técnica molecular de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR, na sigla em inglês) e pelo diagnóstico sorológico, no terceiro trimestre de gravidez. Neste último caso, ela deu à luz a um bebê saudável, apesar de termos identificado a presença do vírus nas amostras da placenta”, explica a chefe do Laboratório de Virologia Molecular da Fiocruz Paraná, Cláudia Nunes Duarte dos Santos.
A pesquisa também mostrou um tropismo viral, ou seja, certa preferência do vírus para infectar os tecidos da placenta e do sistema nervoso central.  “Foram analisados tecidos de outros órgãos, incluindo rins, pulmão e baço. A maioria deles não apresentou lesões causadas pelo vírus e, os que apresentaram, tratava-se de lesões secundárias”, complementa a virologista do ICC.
A patologista do Laboratório de Patologia Experimental da PUC-PR, Lúcia Noronha, explica que o vírus danificou os tecidos cerebrais dos fetos. “Onde a imunohistoquímica estava positiva para o vírus, constatamos uma cerebrite, ou seja, uma inflamação no cérebro que destrói os neurônios e células da glia, sendo que estas últimas são  células que dão suporte ao sistema nervoso sustentam os neurônios e são responsáveis por sua defesa e sobrevivência”, esclarece. Além disso, as células gliais também são responsáveis pela maturação dos neurônios durante o desenvolvimento do cérebro dos embriões e o fato desta célula estar positiva para o vírus zika pode ser um indício de como este vírus poderia ser responsável pelas lesões cerebrais tão graves que estamos presenciando”, esclarece.
Outra evidência importante está relacionada a utilização, pelo vírus, do potencial migratório das células de células Hofbauer – que se situam na placenta e atuam na defesa do feto durante a gestação. “Essa dinâmica pode explicar o mecanismo de infecção dos bebês ainda no útero. O que ocorre é uma inflamação da placenta – vilosite – que quebra a barreira placentária e possibilita que o vírus entre em contato com estas células de Hofbauer. Estas células então, que podem se movimentar dentro da placenta, poderiam se aproximar dos vasos do feto e transmitir o vírus”, coloca a patologista como uma hipótese.
O conjunto de informações gerados a partir da análise dos cinco casos transforma o estudo em umas das mais completas descrições das alterações causadas pelo vírus na placenta e em diferentes tecidos do feto. O trabalho deu continuidade à investigação divulgada em janeiro de 2016 pelo mesmo grupo de pesquisa, que resultou na confirmação a transmissão trans-placentária do vírus zika. “Acreditamos os resultados e dados que estamos apresentando serão muito importantes para darmos continuidade às pesquisas e buscarmos o conhecimento das formas de transmissão do vírus zika e suas interações com as células hospedeiras e tropismo viral”, finaliza Cláudia.
Fiocruz como protagonista na pesquisa sobre vírus zika
A Fundação Oswaldo Cruz desempenha um papel de protagonista no desenvolvimento de pesquisas relacionadas ao vírus zika no país e no mundo. Atualmente, uma rede de cerca de 300 pesquisadores se dedica ao estudo de aspectos relacionados ao vírus e seus impactos para a saúde pública brasileira. 
Único atuando na região Sul do país, o Laboratório de Virologia Molecular da Fiocruz Paraná participa de forma significativa desse esforço, já que é um dos cinco laboratórios sentinelas do Ministério da Saúde para o tema. O grupo foi responsável pela confirmação, através do sequenciamento do genoma viral, em maio de 2015, da presença do vírus zika em oito amostras humanas vindas do Rio Grande do Norte e agora divulga a pesquisa que reforça a relação entre o vírus e as más-formações congênitas.
Liderada pela virologista Cláudia Nunes Duarte dos Santos, a equipe trabalha no desenvolvimento de um teste de diagnóstico capaz de detectar a infecção em amostras de sangue, por meio de exame sorológico. Um passo importante para ter uma ideia mais ampla da infecção do vírus e potenciais mecanismos de transmissão e ter uma dimensão quantitativa de pessoas infectadas. Atualmente, somente testes moleculares, que precisam ser realizados em até cinco dias após o aparecimento dos primeiros sintomas, são realizados. “Trabalhamos em rede no Brasil e buscamos a cooperação com grupos de pesquisa internacionais, como os do Instituto Pasteur, que iniciaram estudos sobre o vírus após o surto da doença na Polinésia Francesa, em 2014”, reforça Cláudia. “A emergência desse novo vírus, reforça a importância da ampliação das pesquisas científicas na área e o quão fundamental são as ações de combate, pela população e pelo poder público, ao Aedes aegyti, mosquito transmissor do vírus zika, da dengue e da febre chikungunya”, finaliza a virologista.
Fonte: Fundação Fiocruz.